Comarca de Dourados discute fluxos para tratamento de dependência químico de custodiados

por Redação Voz da Região MS
A imagem retrata nove pessoas reunidas ao redor de uma longa mesa retangular branca em uma sala de reuniões de paredes claras. À esquerda, em primeiro plano, uma mulher idosa de cabelos brancos e blusa estampada segura uma caneta sobre um caderno espiral aberto; ao lado dela, seguem mais três mulheres e um homem ao fundo. À direita, um homem de camisa social clara e crachá ocupa o primeiro plano, acompanhado ao longo da mesa por uma mulher de camisa bege e três homens, incluindo um de paletó azul e calça clara. No centro da mesa, sobre bandejas de inox, organizam-se copos de vidro, xícaras brancas, uma jarra de água e duas garrafas térmicas pretas.

Na última sexta-feira, dia 17 de julho, o juiz titular da Vara de Execução Penal da comarca de Dourados, Ricardo da Mata Reis, reuniu-se com integrantes da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), além dos diretores da Penitenciária Estadual de Dourados (PED) e do Estabelecimento Penal Masculino de Regimes Semiaberto e Aberto de Dourados (EPMRSA-D), para juntos discutirem e estabelecerem o fluxo de atendimento, com respectivas atribuições, a presos provisórios e definitivos que manifestem interesse em se submeter a tratamento para dependência química.

No âmbito das audiências de custódia realizadas na comarca, os presos que se declaram dependentes químicos, alcoólatras ou tabagistas são indagados se possuem interesse em participarem de tratamento para dependência química. O estabelecimento de fluxos e atribuições claras assegurará que todos os interessados recebam o acompanhamento necessário, inclusive com direcionamento à unidade da Raps após a colocação em liberdade.

Para o juiz Ricardo da Mata Reis, o empenho e comprometimento de todos os participantes na construção de um modelo que efetivamente contribua para a recuperação do preso é fundamental para o sucesso da iniciativa. O magistrado também destacou a fundamental importância da Raps na elaboração dos fluxos, lembrando que o papel do Poder Judiciário é a de facilitador, auxiliando na reunião de todas as partes envolvidas para que soluções sejam encontradas.

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