MP reforça fiscalização eleitoral e recorre em ações sobre suposta compra de votos em Naviraí

por Redação Voz da Região MS

Ministério Público Eleitoral defende reanálise das provas apresentadas em processos que apuram suposta captação ilícita de sufrágio nas eleições de 2024

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Ministério Público Eleitoral (MPE), interpôs recursos contra as decisões que julgaram improcedentes as ações eleitorais nº 0600430-15.2024.6.12.0002 e nº 0600429-30.2024.6.12.0002, relacionadas a denúncias de suposta compra de votos durante as eleições municipais de 2024, em Naviraí.

Nos recursos apresentados à Justiça Eleitoral, o MPE, por intermédio da Promotora de Justiça Karina Ribeiro dos Santos Vedoatto, requer a revisão dos entendimentos adotados nas decisões, sustentando que o conjunto de provas reunido durante a investigação demonstra a necessidade de nova análise dos fatos apurados.

A atuação ministerial busca assegurar a preservação da legitimidade do processo eleitoral e a responsabilização de condutas que possam comprometer a liberdade de escolha dos eleitores.

As ações tiveram origem em investigação, presidida pela Polícia Federal, que apurou a possível oferta de combustível a eleitores em troca de apoio político. Segundo o Ministério Público Eleitoral, os abastecimentos investigados estariam relacionados a registros de despesas atribuídas ao Clube Esportivo Naviraiense, entidade que, no período dos fatos, tinha o pai do vereador investigado como membro da Diretoria.

A apuração contou com elementos obtidos no âmbito da Operação Integridade, deflagrada pela Polícia Federal, após o primeiro turno das eleições municipais de 2024. Entre os materiais analisados pelo MPE estão documentos, registros de abastecimento, imagens de câmeras de segurança, conversas em aplicativos de mensagens e informações decorrentes das diligências realizadas durante a investigação, inclusive o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Nas decisões recorridas, a Justiça Eleitoral considerou que as provas apresentadas não seriam suficientes para comprovar a finalidade eleitoral dos abastecimentos ou a prática de captação ilícita de sufrágio. O Ministério Público Eleitoral, contudo, entende que os elementos reunidos devem ser reavaliados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), diante da relevância dos fatos apurados.

Com a apresentação dos recursos, o MPMS reforça sua atuação institucional na fiscalização da regularidade das eleições e na defesa da democracia, buscando garantir que eventuais práticas ilícitas sejam devidamente analisadas pelos órgãos competentes.

Texto: Alessandra Frazão
Revisão: Rejane Sena
Foto: Decom / MPMS

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