Funcionários administrativos e da área da saúde do Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) entraram em greve nesta segunda-feira (30). Eles reivindicam avanços na negociação salarial com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) / HUBRASIL, empresa pública do Governo Federal que faz a gestão das unidades de saúde.
Os servidores estão trabalhando em regime de escala para manter parte do funcionamento do hospital. Eles cobram reajuste salarial e recomposição de perdas salariais, além de aumento do vale-alimentação e mudanças na carreira dos trabalhadores.
Em Campo Grande (MS), os técnicos do Hospital Universitário Maria Pedrossian também cruzaram os braços e fazem mobilização na cidade.
Segundo o SINDSERH-MS (Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Publicas de Servicos Hospitalares No Estado do Mato Grosso do Sul), a última rodada de negociação, realizada conforme o cronograma estabelecido, terminou sem qualquer proposta apresentada pela empresa — nem reajuste salarial, nem medidas de valorização profissional.
Enquanto isso, a diretoria da EBSERH teve reajuste autorizado de 4,26%, além da concessão de bônus equivalente a 1,5 salário para cada diretor, o que gerou revolta entre os trabalhadores.
Para o presidente do SINDSERH-MS, Wesley, a situação é inaceitável.
“É um absurdo o que estamos vendo. Enquanto a diretoria garante reajuste e bônus, os trabalhadores, que sustentam o funcionamento dos hospitais, são completamente ignorados. Isso não é negociação, é desrespeito.”


