Reserva Indígena registra quarta morte por epidemia de chikungunya e escolas suspendem aulas

por Redação Voz da Região MS
Pacientes são atendidos com estrutura precária (imagem: Aty Guasu)

A Reserva Indígena de Dourados (MS) vive uma epidemia de chikungunya nos últimos dias, tendo registrado a quarta morte pela doença nesta segunda-feira (17).

De acordo com a prefeitura, “a situação nas aldeias é tratada como epidemia, diante do avanço acelerado de casos registrados nas últimas semanas. Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Saúde para atuarem em mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com apoio de equipes de Itaporã e do Governo do Estado”.

As aldeias indígenas já registram 407 notificações, com 202 casos confirmados, 181 ainda em investigação, 24 descartados e quatro óbitos registrados.

As vítimas são: mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, em 26/02); homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, em 09/03); bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, em 10/03); e o mais recente é de uma mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, em 12/03).

De acordo com a Aty Guasu (Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani), “a situação na Reserva Jaguapiru, em Dourados (MS), é alarmante. O surto de dengue tem provocado uma superlotação nos atendimentos de saúde, deixando evidente a falta de leitos para atender a população indígena”.

Segundo as lideranças, famílias inteiras estão sendo afetadas, com pacientes enfrentando longas esperas por atendimento médico. Segundo a população local, falta leitos, estrutura e uma resposta imediata das autoridades.

“É preciso reforçar as equipes de saúde, ampliar os espaços de atendimento e garantir suporte adequado para conter o avanço da dengue na região. Os povos indígenas de Dourados pedem socorro. A vida não pode esperar”, afirma a nota da Aty Guasu.

Escolas suspendem aulas

Nesta quarta-feira, escolas localizadas na reserva indígena suspenderam as aulas. Na Aldeia Jaguapiru, por decisão dos líderes e direção, quatro escolas suspenderam as aulas por conta do impacto sofrido pelas famílias, afetando crianças, adolescentes e trabalhadores.

As unidades da Escola Guateka, Tengatuí, Francisco Meireles e Ramão Martins tiveram atividades suspensas nesta quarta.

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